quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Em Relatório, ONU afirma que o Marketing Verde é o mais barato

Texto originalmente extraído do site www.pnud.org.br


Marketing verde é mais barato, diz relatório da ONU

Natura e Pão de Açucar são citadas em estudo da ONU que analisa estatégias para

conquistar consumidores socialmente responsáveis


FABIANO ANGÉLICO

da PrimaPagina

Ao utilizar o chamado marketing verde — estratégia publicitária que visa cooptar consumidores que levam em conta causas ambientais e sociais —, as empresas gastam menos por trabalhar próximo a organizações da sociedade civil, ser o foco de atenção crescente da mídia e ainda por atrair o apoio voluntário de formadores de opinião. Além disso, o grupo de consumidores responsáveis, que hoje é inferior a

10% do total de compradores, tende a crescer nos próximos anos, o que pode fazer com que os pioneiros tenham mais experiência e consigam com isso vantagem competitiva importante. Esse é o diagnóstico do Talk the Walk, estudo elaborado pelo Pacto Global (uma iniciativa da ONU em prol da responsabilidade social), Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas e a consultoria francesa Utopies.

O relatório, divulgado no final de 2005, destaca duas empresas brasileiras: Natura e Pão de Açúcar. A empresa de cosméticos é uma das cinco citadas como pioneiras do marketing verde no mundo. No caso da rede de hipermercados, o relatório menciona, no capítulo sobre as grandes empresas, o projeto Caras do Brasil, iniciativa do Pão de Açúcar que consiste em colocar produtos de pequenos agricultores à disposição dos consumidores. O projeto é citado como uma das dez iniciativas de grandes empresas, que, segundo o estudo, ainda não utilizam o marketing verde em larga escala, mas já flertam com a proposta. O estudo considerou grandes empresas aquelas que estão, em seus países, entre as dez que mais investem em publicidade.

Para o estudo “Talk the Walk”, o marketing verde é viável economicamente — em particular para empresas que não dispõem de grande somas para publicidade — porque as ações social e ambientalmente responsáveis são cada vez mais discutidas na sociedade, o que agrega valor ao produto e à empresa. Além disso, o estudo apresenta uma pesquisa que afirma que 70% dos consumidores gostariam de consumir produtos socialmente corretos e só não o fazem mais freqüentemente por falta de informação.

O relatório diz também que, ao adotar esse tipo de marketing, as empresas se beneficiam do apoio de outros agentes. É que geralmente as corporações que adotam a proposta se associam ao poder público e a organizações não-governamentais — que indiretamente promoverão o produto e a marca.

O relatório lembra ainda que produtos e serviços social e ambientalmente corretos são apoiados por formadores de opinião. Para ilustrar esse aspecto, o estudo cita o caso do Toyota Prius — modelo de automóvel movido a gasolina e eletricidade, que reduz em até 90% a emissão de poluentes. Desde 2003, atores indicados ao Oscar — como Leonardo di Caprio, Morgan Freeman, Salma Hayek e Charlize Theron — chegam à cerimônia de entrega do prêmio de Hollywood nesses carros.

Embora o relatório mencione que uma das maiores vantagens do marketing verde seja o seu baixo custo, o estudo ressalta que a estratégia pode ser uma alternativa para promover elevação real nas vendas. Uma das empresas que aposta no marketing verde e tem bons resultados financeiros é a brasileira Natura, de acordo com o "Talk the Walk". O relatório menciona ganhos recentemente obtidos pela empresa de cosméticos: crescimento de 32% nas vendas no período 2002-2004 (ante elevação de 20% do mercado de cosméticos), fazendo com que a fatia de mercado da empresa alcançasse 19%; receita de US$ 604 milhões (em 2004); e valor da marca equivalente a 113% do volume de vendas anual.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Coca-Cola tem embalagem sustentável

PlantBottle é 30% à base do etanol da cana-de-açúcar

 

 


     A Coca-Cola Brasil lança a PlantBottle na América Latina. A novidade é uma garrafa PET 30% à base de vegetal. Isto porque ela é feita do etanol da cana-de-açúcar, que substitui parte do petróleo utilizado como insumo, resultado de um projeto que levou mais de dois anos para ser concluído. Além de reduzir a utilização de recursos não-renováveis, a iniciativa diminuirá em até 25% as emissões de CO².
  A nova garrafa não altera as propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional e é 100% reciclável. A garrafa será comercializada a partir de abril, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 500 ml e 600 ml, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre. Para promover a novidade, a empresa conta, principalmente, com ações digitais, além de anúncios para TV, jornais e revistas.
      A expectativa é de que, em um ano, a Coca-Cola produza um volume de 140 milhões de garrafas com a tecnologia, significando uma redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo. Até 2014, a empresa espera utilizar a embalagem em todo o seu portfólio. O Brasil é o quinto país a lançar a PlantBottle no mundo e o primeiro na América Latina. O recurso já está disponível também nos Estados Unidos, no Japão, na Austrália e no Canadá.

sábado, 18 de setembro de 2010

Sustentabilidade é mais do que uma estratégia “verde”

Devemos acreditar que a palavra “verde” não é apenas uma palavra da moda, mas sim uma solução tangível e com uma boa relação custo-benefício para os clientes.

     Tornar o mundo das Tecnologias de Informação ainda mais “verde” já não é uma opção extra para o sucesso de qualquer negócio. Reduzir o consumo de energia e de lixo poupa dinheiro, bem como oferece excelentes benefícios para o ambiente. Os fabricantes de impressão estãodesenvolvendo ativamente produtos que reduzem custos através de um baixo consumo de energia e assegurando que novos produtos cumprem com a legislação mais exigente. Por outro lado, a introdução e racionalização de políticas de impressão, como o duplex (impressão frente e verso) trata de assegurar uma impressão mais “verde” para todas as organizações.
     Ao deixarmos de assumir que a palavra “verde” associada aos negócios não é mais que um moda, mas sim uma forma de estar nos negócios, potencia-se de modo extremamente positivo o impacto que as soluções que se apresentam têm nos clientes e na forma como estes se posicionam como entidades mais sustentáveis. Quando das suas escolhas dos parceiros de  tecnologias, as organizações devem procurar identificar alguns indicadores diferenciadores:
  • A proposta valor é real no que diz respeito à redução de todos os custos relacionados, ou apenas a parte?
  • As mensagens de uma solução mais sustentável é apenas filantrópica ou assente em dados e métricas concretas? 
  • A mensagem é clara e transparente, ou assenta em gíria de marketing para comunicar os benefícios ecológicos? 
  • Investir em ações de mecenato ambiental (doações, etc.), não significa que implementou uma politica interna de sustentabilidade; a solução tecnológica instalada tem que reflectir isso também: 
  • É perceptível para todos dentro e fora da organização os benefícios da solução escolhida e esta integra-se dentro de uma estratégia ampla de sustentabilidade? 
  • Quais são as métricas que vai utilizar para medir o impacto da solução implementada? 
A sustentabilidade é fundamental para o futuro dos pequenos e grandes negócios. Ao integrar os objetivos empresariais com os objetivos de sustentabilidade ambiental, social e financeira as organizações; qualquer organização; está a dar o primeiro passo para a sustentabilidade.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

McDonald's muda logo na Europa - Ambientamente amigável


     O McDonald’s sem dúvida é um case de sucesso, atualmente conta com mais de 32 mil lanchonetes em 118 países, adorada por crianças e adultos é uma referência em franquias. A marca está renovando-se continuamente, pois precisa estar alinhada com o seu público-alvo.
     A novidade na marca McDonald’s é que a rede americana está se tornando verde, trocando o tradicional vermelho de seu logotipo por um verde escuro- para buscar uma imagem mais “ambientalmente amigável” na Europa.

mcdonalds verde

     A marca quer estar associada à preservação dos recursos naturais, adotando práticas mais verdes, como a conversão do óleo usado nos restaurantes em biodiesel.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O Executivo mais Verde do Mundo

A notícia é da Exame e mostra a saga de Jeffrey Immelt, o presidente mundial da GE, para levar adiante a mais arrojada estratégia de lançamentos de produtos sustentáveis da atualidade.

Notícia na íntegra

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0914/gestaoepessoas/m0155044.html

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Branding 3.0

Segue um link muito interessante sobre o Branding 3.0
A idéia básica é colocar a lente econômica, social, cultural e ambiental para avaliar o posicionamento das marcas no atual paradigma de negócios e, num mergulho profundo, rever sua essência, seu propósito, sua razão de ser. Além disso, espera-se encaminhar a marca para o futuro.
No texto, e no vídeo, há uma explicação bem completa sobre o assunto.